Dom Alberto sonha “O mundo como jardim de Deus”

07:00

Na abertura da Campanha da Fraternidade 2011, no ginásio da Universidade do Estado do Pará (Uepa), dia 12, às 8h30, o clero arquidiocesano e os fiéis se reuniram para em uma celebração eucarística que buscava mostrar os cuidados que se deve ter com a criação divina. Uma campanha para conscientizar a sociedade. O Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, explicou que a CF é um serviço que a Igreja quer prestar à sociedade. "É campanha para 'fazer a cabeça das pessoas'. Queremos que toda a sociedade tome consciência disso".

Lembrando o terremoto no Japão, que fez milhares de vítimas, Dom Alberto afirmou que "existe um clamor na sociedade. Temos sugestões e propostas na sociedade para que consigamos contribuir para mudanças. O aquecimento global é resultado de atitudes nossas no planeta, na casa que foi oferecida pelo próprio Deus. O nosso sonho é que o mundo pareça um jardim com os irmãos ajudando a sociedade".

O Arcebispo fez ainda referência ao lema, "A criação geme em dores de parto" (Rm 8, 22), ressaltando que "a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Aos filhos de Deus, que somos nós, cabe fazer alguma coisa". Além da apresentação de propostas, Dom Alberto explicou que a coleta da CF será destinada a continuidade do trabalho da Cáritas nas ilhas de Belém e à população do lixão do Aura. A coleta acontece no Domingo de Ramos, dia 17 de abril.

Ao final da Santa Missa, os fiéis, juntamente com o clero, se dirigiram ao Bosque Rodrigues Alves para a doação de duas mil mudas de dez espécies de plantas regionais.

"Esse gesto deve ter a dimensão do nosso coração. É nossa manifestação como filhos de Deus. Esperamos que, da nossa parte, possamos contribuir para o bem da natureza em sua biodiversidade", disse Dom Alberto Taveira antes da entrega.

Monsenhor Raimundo Possidônio explicou que "a doação de mudas representa o nosso acolhimento do que a CF nos propõe e o nosso compromisso em cuidar da criação de Deus".

Maria Inês recebeu uma muda de Para-pará e questionou: "Sem essa natureza, nós não somos nada. Se a destruirmos isso vai acabar. Como nós vamos ficar? O simples botão de uma flor abrindo já é uma graça divina Vou plantar essa muda em casa. Depende de nós mudarmos essa situação".

Cida Cardoso, da comunidade Maíra, acredita que é "o início de uma grande mudança na nossa vida, principalmente nós que vivemos na cidade. Queremos apenas usufruir das coisas e acabamos esquecendo a natureza. Vou plantar esse biribá no terreno da nossa comunidade".

As mudas foram doadas pela  Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa). Michel Costa, chefe adjunto de comunicação e negócio da empresa, anunciou que "a todo o momento que houver esse convite da Arquidiocese nós vamos participar com ações como esta, doações de mudas, oficinas de capacitação e formação. Estamos planejando um ciclo de atividades, oficinas e cursos e também a continuação de doação de mudas para a arborização da cidade de Belém".

Pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Noemir Leão, destacou que "para cada pessoa que fizer na prática aquilo que a Igreja está pedindo, plantar uma arvore ajudando a controlar a mudança climática, estará constituindo um ato concreto de atividade cristã para mudar o planeta. Hoje, serão duas mil mudas, mas até o final da Quaresma, mais de 20 mil serão doadas". 

fonte: Jornal Voz de Nazaré

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