Regional Norte 2 discute projeto Inclusão Digital

Regional Norte 2 discute projeto Inclusão Digital

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inclusao-digitalNa ultima terça-feira (29), o Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) discutiu o Projeto de Inclusão Digital (PID) que tem por objetivo levar acesso a internet para 55 dioceses distribuídas em nove estados brasileiros.

O projeto contempla, entre outros, o fortalecimento da educação e da evangelização por meio da inclusão digital e visa melhorar a qualidade de vida e mudar a realidade socioeconômica e cultural de comunidades a partir de temas tais como: prevenção contra a Exploração sexual de crianças e adolescentes, Economia Solidária, combate ao Trabalho Escravo e Tráfico Humano.

Dividido em três partes, a primeira (projeto piloto) incluirá seis dioceses, na segunda envolverá 24 dioceses da Amazônia Legal e a terceira mais 25 dioceses.

A primeira fase do Projeto Piloto atenderá no Pará a arquidiocese de Belém na paróquia Imaculada Conceição do bairro Castanheira e na diocese de Abaetetuba a Escola Cristo Trabalhador.

Para ajudar a desenvolver este trabalho o Regional convidou as pesquisadoras Vera Laporta e Silvia Fichmann. São membros do Centro de Educação Transdisciplinar (CETRANS) e ex-coordenadoras do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária (Lidec) da Escola do Futuro (EFUSP) desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP).

As 55 dioceses contempladas com o projeto serão de nove estados brasileiros: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato-Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins. O projeto começará por duas dioceses de cada Regional (Norte1 – Amazonas e Roraima); Norte 2 (Pará e Amapá) e Noroeste (Acre, Sul do Amazonas e Rondônia).

fonte: CNBB

Belém Missão - preparação segue forte

Belém Missão - preparação segue forte

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Mais de 800 missionários de várias paróquias, comunidades e grupos jovens participaram do retiro espiritual que aconteceu no Centro de Cultura e Formação Cristã, em Ananindeua, nos dias 19 e 20. O projeto Belém Missão continua sua caminhada de evangelização, em preparação para o XVII Congresso Eucarístico Nacional e para a comemoração dos 400 anos da fundação da cidade de Belém, em 2016.

No evento, os missionários se aprofundaram nos estudos da missão, a partir do Evangelho de São Mateus e na carta de São Paulo aos Filipenses, que mostram o projeto de Jesus Cristo, e a verdadeira forma de evangelizar e conduzir o povo de Deus. Segundo o palestrante, padre Luís Mosconi, os missionários terão seu aprendizado, embasados nas Sagradas Escrituras, mas cientes de que eles serão os novos evangelizadores e guias da fé cristã.

Para isso, os missionários estão sendo estimulados a sair às ruas como fizeram os 12 apóstolos, e antes farão retiros em suas paróquias, onde será planejada uma área de trabalho para a semana missionária "Nós queremos trazer a missão de Jesus a população, segundo o Evangelho de Matheus. E nos perguntamos sobre a missão aqui em Belém, que tipo de missão nós queremos para a cidade?", reflete o padre Luís Mosconi.

O encontro também contou a participação do Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, do coordenador do Projeto Belém Missão, monsenhor Raimundo Possidônio, entre outros sacerdotes e religiosos. Na ocasião, o Arcebispo levou seu incentivo aos missionários para que nunca desistam de sua missão enquanto filhos de Deus e membros do projeto para a "construção do reino". E afirmou estar maravilhado com a quantidade de pessoas presentes no retiro.

Todas as paróquias de Belém, capelas e comunidades, estão inseridas no Projeto Belém Missão promovido pela Arquidiocese de Belém. Este foi o segundo retiro promovido pela iniciativa missionária, como parte da celebração dos quatro séculos de evangelização na região. Segundo a Pastoral da Comunicação, um terceiro retiro já está programado para os dias 12 e 13 de novembro. 

fonte: Voz de Nazaré

Nota da CNBB pelo falecimento do ex-vice-presidente

Nota da CNBB pelo falecimento do ex-vice-presidente

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Segue abaixo, a nota da CNBB pelo falecimento do ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB expressa seu profundo pesar pela morte do ex-vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, ocorrida na tarde desta terça-feira, 29 de março. Após um longo tempo de luta contra o câncer, José de Alencar parte desta vida deixando para todos os brasileiros o testemunho de amor à pátria e à vida.

Em sua vida pública e militância política, José Alencar será lembrado, especialmente, por sua coerência, coragem e discrição. Mas, sem dúvida, ele será lembrado muito mais pela bravura com que enfrentou a doença que insistia em levá-lo antes do tempo. Na memória de todos ficarão suas palavras quando disse não ter medo da morte e que Deus é que o levaria e não o câncer. Nisso acreditou e assim viveu até o último momento.
Firmados na esperança, que vem de nossa fé na ressurreição de Cristo, pedimos a Deus que o acolha no seu reino.
Brasília, 29 de março de 2011

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Doze meses de episcopado na Casa do Pão

Doze meses de episcopado na Casa do Pão

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Foram oito meses de espera até que a Arquidiocese de Belém conhecesse seu 10º arcebispo: Dom Alberto Taveira Corrêa. Até então um nome pouco conhecido, mas que foi ganhando a graça e, principalmente, o respeito do povo. Prova disso foi o público que lotou a Catedral Metropolitana durante a celebração eucarística no domingo (20), em ação de graças, antecipadamente, pela data de sua posse. Apesar de parecer que foi "ontem" ele já está entre os paraenses há um ano, completado na sexta-feira, dia 25 de março.
Na homilia da missa que lembrou o seu primeiro ano à frente da Arquidiocese, Dom Alberto emocionou os participantes ao dizer que agradece a Deus por ter sido enviado à Belém, a Casa do Pão, na tradução do hebraico. "Eu agradeço por estar à frente dessa Igreja rica em história e vivência pastoral. Aqui as pessoas se envolvem e se enchem de trabalho pela Igreja, e o resultado é esse, o tempo passa e ela só fica mais bonita".
Ainda segundo Dom Alberto, em Belém, há uma base religiosa muito forte e diversificada.  "Essa talvez seja a característica mais marcante e importante. Além de uma cultura bonita e uma hospitalidade muito significativa, tudo isso continua me chamando muita atenção", afirma.
Nesses 12 meses de muito trabalho já é possível constatar inúmeras mudanças sob o aspecto estrutural na Igreja em Belém. Para se ter uma noção, ao assumir o cargo, Dom Alberto, que saiu da Arquidiocese de Palmas (TO), recebeu uma Belém com 59 paróquias. Em menos de um ano, o número já chega a 67, e a expectativa é que pelo menos 100 sejam instaladas em toda a região metropolitana até 2016, ano do XVII Congresso Eucarístico Nacional, que será na capital paraense, quando esta completa 400 anos de fundação. Segundo Dom Alberto o objetivo é estar mais próximo do seu rebanho. "Essas paróquias são um desejo nosso de chegar o máximo possível mais perto das pessoas. Nós queremos que as pessoas sintam a presença da Igreja em suas vidas. Essa proximidade é fundamental no processo de evangelização e só se alcança quando tem missa, formação, lugar para se encontrar. Temos essa clareza, e o desejo é que nossa a vida de Igreja se expanda cada vez mais".
Devido à Quaresma, Dom Alberto afirma que o seu desejo para a Arquidiocese de Belém e que ela viva sempre em "transfiguração", em referência ao Monte Tabor, local da Transfiguração de Jesus, pois foi o fato que deu força aos apóstolos para o que viriam a viver, na experiência amarga do Calvário. "Diante da missão da Igreja, que é missão de todos, meu desejo é que sejamos fiéis à missão que nos é confiada. Que sigamos adiante".
Um dos momentos mais emocionantes da celebração foi quando o padre José Gonçalo, cura da Sé, pediu que todos os participantes - sacerdotes, diáconos e o povo -, que acendessem cada um uma vela a partir do círio que Dom Alberto segurava. "Queremos colocar essa vela nas mãos de Dom Alberto e, num gesto de obediência e fidelidade, viver em comunhão. E que a presença de Dom Alberto seja a luz para nós", rezou padre Gonçalo. Juntos, povo e clero cantaram parabéns ao Arcebispo. "O bispo tem muitos aniversários, mas o melhor é que nenhum pertence a ele, mas ao povo. Que este seja o primeiro de muitos", disse Dom Alberto. 
BISPO AUXILIAR
Nesta caminhada que está só começando Dom Alberto não estará sozinho. Com a chegada do novo Bispo Auxiliar, monsenhor Teodoro Mendes Tavares, o trabalho será ainda mais intenso. "Minha expectativa, eu já falei a ele, é que nós possamos trabalhar juntos pelo bem do povo de Deus. É uma alegria grande porque fiz o pedido e rapidamente fui atendido. Espero que possamos servir mais e melhor o povo".
FUNDAÇÃO NAZARÉ
Dom Alberto Taveira Corrêa acredita no trabalho de evangelização através dos meios de comunicação. Para a Fundação Nazaré de Comunicação (FNC), ele diz que seu desejo é alcançar cada vez mais pessoas, por isso, atualmente, o objetivo é melhorar tecnicamente, para prestar melhor e da mais adequada forma o serviço. "Nosso desejo é alcançar a parte técnica e cada vez mais aprimorar a programação para o anúncio do Evangelho através dos meios de comunicação".
Para o Arcebispo, os meios de comunicação da Arquidiocese de Belém são instrumentos preciosos para propagar o anúncio da boa nova do Evangelho. "Esse é um presente que Deus deu à nossa Igreja, uma graça especial de poder estar com todos ao mesmo tempo. Essa foi uma das experiências mais bonitas que Deus me proporcionou, de ter em mãos instrumentos tão eficazes". 
Escala do Grupo da Guarda – Abril de 2011

Escala do Grupo da Guarda – Abril de 2011

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Escala da Manhã

03/04/2011

  • Max AB
  • Natanny FL
  • Rayssa FL
  • Taylana FC

10/04/2011

  • Gustavo AB
  • Paulinha FL
  • Elane FL
  • Rosana FC

17/04/2011

  • Renan AB
  • Aline FL
  • Lene FL
  • Luiz
  • Ricardo FC

24/04/2011

  • Osvaldo AB
  • Géssica FL
  • Marcelo FL
  • Gleiciane FC
  • Ursula

 

Escala da Noite

03/04/2011

  • Osvaldo AB/FL
  • Géssica VR/FL
  • Paula VR
  • Elane VR
  • Gustavo VR/FC

10/04/2011

  • Max AB/FL
  • Gleiciane VR/FL
  • Marcelo VR
  • Taylana VR
  • Lene VR
  • Luiz FC

17/04/2011

  • Gilson AB/FL
  • Natanny VR/FL
  • Amanda VR
  • Rayssa VR
  • Joaquim VR/FC

24/04/2011

  • Renan AB/FL
  • Aline VR/FL
  • Ricardo VR
  • Paulinha VR
  • Rosana VR
  • Ursula FC

 

Escala para o Murinin

03/04/2011

  • Joaquim
  • Rosana

17/04/2011

  • Osvaldo
  • Géssica
Trajetória de Dom Alberto no 1º ano na arquidiocese de Belém

Trajetória de Dom Alberto no 1º ano na arquidiocese de Belém

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Posse no dia 25 de março de 2010. O povo que lotou a Catedral Metropolitana saiu de todas as partes para saudar o novo pastor da Arquidiocese, que assumia o posto de Dom Orani João Tempesta, transferido para o Rio de Janeiro em 2009.  

Um dos primeiros passos após a posse foi inaugurar, com a Cáritas Metropolitana de Belém, o projeto de sanitários ecológicos nas ilhas de Belém, projeto que, aliás, Dom Alberto garantiu que na Campanha da Fraternidade 2011 será ainda mais valorizado.

No primeiro compromisso oficial como Arcebispo de Belém, Dom Alberto fez a visita "ad limina", junto com os outros bispos do Regional Norte 2 da CNBB. Ele apresentou ao Papa Bento XVI o projeto de evangelização da Fundação Nazaré de Comunicação e a realidade do povo amazônico. 

Depois dos primeiros meses na Arquidiocese, e já bastante familiarizado, Dom Alberto celebrou com os funcionários, em maio, os 97 anos da Voz de Nazaré; 14 anos da Rádio e 8 da TV Nazaré.

Em outro importante momento representando a Arquidiocese, Dom Alberto participou da 48ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, e logo no primeiro encontro como Arcebispo de Belém apresentou oficialmente o projeto "Belém em Missão".

No dia 26 de maio, Dom Alberto completou 60 anos de vida. O Arcebispo  celebrou a data mais uma vez ao lado do povo.

No final do mês de maio, Dom Alberto lança oficialmente o cartaz do Círio 2010, durante celebração eucarística na Praça Santuário de Nazaré. O Arcebispo disse que o cartaz representava toda a realidade da Igreja em Belém.

No mês de junho, durante a celebração de Corpus Christi, Dom Alberto apresentou a capital paraense como a sede do 17º Congresso Eucarístico Nacional. O evento será em comunhão com os 400 anos de Belém, em 2016.

No dia do encerramento do Ano Sacerdotal, 19 de junho, Dom Alberto ordena de uma só vez nove presbíteros.

Dom Alberto Taveira viaja a Roma para receber das mãos do Papa Bento XVI o pálio arquiepiscopal. Na época, apenas 38 bispos, dois deles do Brasil, receberam o paramento usado em torno do pescoço e que simboliza a comunhão do clérigo com o Santo Padre. 

Em solidariedade ao próximo, Dom Alberto faz visita ao Haiti e constata urgência de ajuda e de fraternidade, após terremoto que devastou o país no ano passado.

Em agosto, Igreja em Belém do Pará acolhe 33 novos diáconos permanentes. Na celebração, Dom Alberto destacou a fidelidade à missão e ao serviço ao Reino de Deus. No mesmo dia, 15 de agosto, ele completou 37 anos de sacerdócio. "Ser padre é o sentido e a realização de minha existência", afirmou.

Durante as peregrinações de Nossa Senhora de Nazaré, em preparação ao Círio, Dom Alberto levou a imagem da Mãe de Jesus Cristo aos detentos da Seccional de São Brás.

Uma experiência de fé única, renovadora e de conversão pessoal, Dom Alberto participa pela primeira vez do Círio de Nazaré. Foi a partir dessa vivência que ele se inspirou para escrever o Retiro Popular 2011 "Peregrinos", com 80 mil cópias vendidas em todo o país.

Já na tradicional Missa do Galo, Dom Alberto vive o seu primeiro Natal em Belém. E, além de pedir que o povo acolha Jesus, agradeceu a todos que colaboraram com a campanha "Belém, a Casa do Pão", que alimentou centenas de famílias carentes na cidade.

Um ano depois de sua posse, Dom Alberto segue com a missão de levar a Igreja o mais próximo possível do povo. Somente neste período, oito novas paróquias foram instaladas em diferentes partes da Arquidiocese. A última instituída foi a Coração Eucarístico de Jesus, no bairro do Mangueirão, no dia 13 de março. 

fonte: Voz de Nazaré

Terceira semana da Quaresma

Terceira semana da Quaresma

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O caminho quaresmal em direção à Páscoa nos oferece a mensagem de três encontros com Cristo, correspondentes ao itinerário batismal de todas as pessoas de fé: a mulher Samaritana, o Cego de nascença e Lázaro, o amigo de Jesus. Nestes encontros, está também a nossa humanidade, a revelação de Jesus nos aspectos de nosso Batismo a ser renovado na Páscoa.

Acolhamos estas três figuras do Evangelho como companhia na estrada que vai ao Monte da Páscoa. A esta altura da Quaresma, todos nós estamos em ritmo de revisão de vida, animados pela leitura orante da Palavra de Deus, conscientes de que os exercícios penitenciais nos estimulam a um novo impulso de vivência da fé.

A Samaritana encontra Jesus junto ao Poço de Jacó (Jo 4, 5-42). Uma mulher na rotina monótona de sua vida. Descobre a existência do pecado, a própria fraqueza e a exploração de que é vítima. No fundo, uma grande insatisfação e a sede de felicidade e de paz, o desejo de uma nova vida, na qual a mulher se sinta restaurada em sua dignidade. Chama-se Salvação esta novidade! Nessa mulher, todos os nossos sonhos, todo o nosso desejo de graça e salvação.

Só a presença e a pessoa de Jesus a fazem descobrir algo de novo e melhor. No coração da Samaritana e em sua situação de amargura, na qual se encontrava mais ou menos acomodada, o Mestre escava para descobrir uma fonte de água, fazendo-a descobrir a si mesma a partir de sua própria humanidade e se realiza o encontro da salvação.

Durante a semana, siga as indicações da Leitura Orante da Palavra de Deus, para a Via-Sacra, o Rosário e a Meditação sobre as Dores de Nossa Senhora, como se encontram na introdução ao Retiro e nas respectivas páginas.

É tempo de confissão! Procure um sacerdote para fazer a experiência da abertura do coração nesta Quaresma. Experimente de novo o gosto da misericórdia, para proclamar "Ele me disse tudo o que eu fiz"!

Nosso gesto penitencial na terceira semana da Quaresma é sair de nós mesmos para visitar uma pessoa que se encontre enferma ou isolada, precisando de nossa presença. Há muitos poços de Jacó pela vida afora, em torno dos quais pode nascer uma conversa que leve as pessoas a conhecer o Cristo. Experimente!

LEITURAS DA SEMANA

DIA 27 DE MARÇO, terceiro domingo da Quaresma
"Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor".
Ex 17, 3-7; Sl 94; Rm 5, 1-2.5-8; Jo 4, 5-42

DIA 28 DE MARÇO, segunda-feira da terceira semana da Quaresma
"Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus"?
2Rs 5, 1-15a.; Sl 41; Lc 4, 24-30

DIA 29 DE MARÇO, terça-feira da terceira semana da Quaresma
"Recordai, Senhor, a vossa compaixão".
Dn 3, 25.34-43; Sl 24; Mt 18, 21-35

DIA 30 DE MARÇO, quarta-feira da terceira semana da Quaresma
"Glorifica o Senhor, Jerusalém!"
Dt 4, 1.5-9; Sl 147; Mt 5, 17-19

DIA 31 DE MARÇO, quinta-feira da terceira semana da Quaresma
"Oxalá ouvísseis hoje a voz do Senhor: não fecheis os vossos corações".
Jr 7,23-28; Sl 94; Lc 11,14-23

DIA 1° DE ABRIL, sexta-feira da terceira semana da Quaresma, primeira sexta-feira do mês
"Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!"
Os 14, 2-10; Sl 80; Mc 12, 28b-34

DIA 2 DE ABRIL, sábado da terceira semana da Quaresma
"Eu quis misericórdia e não sacrifícios".
Os 6, 1-6; Sl 50; Lc 18, 9-14

ORAÇÃO

"Ao pedir à Samaritana que lhe desse de beber, Jesus lhe dava o dom de crer. E, saciada sua sede de fé, lhe acrescentou o fogo do amor. Por esta razão, vos servem todas as criaturas, com justiça vos louvam os redimidos e, unânimes, vos bendizem os vossos santos." (Missal Romano, Prefácio do III Domingo da Quaresma, Ano A) 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Novidades em nosso Blog

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Vídeo PNSC Este post vem informar que a partir de agora, nosso blog conta com uma área dedicada a vídeos do YouTube, a cada semana um novo vídeo será adicionado, pode ser um clipe ou não, aguardem!!!

Se você quiser ver um vídeo especial, é só deixar nos comentários, de qual  gostaria de ver. Neste primeiro vídeo, vocês acompanham Dicas de como viver bem a Quaresma, que se encontra no canal da WebTV Canção Nova, no YouTube.

Em breve mais novidades no Blog

Jesus entre os samaritanos

Jesus entre os samaritanos

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Evangelho do 3º Domingo da Quaresma
João 4, 5-42

A liturgia do 3º domingo da Quaresma trata do diálogo realizado entre Jesus e uma mulher samaritana à volta do "Poço de Jacob", situado na cidade samaritana de Sicar - a atual Askar.

Jesus e seus discípulos estavam viajando e chegaram à cidade de Sicar, na região da Samaria. Jesus, muito cansado da viagem, sentou-se perto do poço de Jacob, enquanto os discípulos foram comprar comida.

Uma mulher samaritana veio tirar água e Jesus pediu-lhe: - Pode dar-me um pouco d'água?

Não havia nada demais em que Jesus dissesse a uma mulher "Dá-me um pouco d'água", pois Ele tinha sede da água que refresca o corpo. Mas a reação da samaritana foi de surpresa. Ele, um judeu. Ela, uma samaritana.

Os judeus desprezavam os samaritanos por serem uma mistura de sangue israelita com estrangeiros e consideravam-nos hereges em relação à pureza da fé em Deus e os samaritanos retribuíam aos judeus com um desprezo semelhante.

A samaritana ficou insegura com a atitude de Jesus, porque já tinha incorporado a tradição: judeus e samaritanos não se falavam.

Jesus quebra o seu papel de judeu e obriga a mulher a se questionar na sua situação de samaritana. Ele não vê nela simplesmente uma samaritana, Ele quer que ela descubra que Ele não é simplesmente um judeu, mas o Dom de Deus capaz de dar água viva.

Jesus propõe uma água que corre e não uma água parada. Isso é o dom de Deus, o próprio Jesus.

E Ele diz à samaritana: - Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva. A samaritana, então, replicou: Senhor, não tens com que tirá-la e o poço é fundo. Donde tens, pois, essa água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?

Jesus lhe responde: - Quem beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, tornando-se nele uma fonte de água, jorrando para a vida eterna.

Ouvindo isso, a samaritana mostrou-se ansiosa para receber o que Jesus oferecia, porém ela não consegue entender que Jesus não estava falando sobre água real, mas da vida eterna, a qual é muito mais importante do que água para beber ou comida para comer.

- Senhor, dá-me dessa água para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir mais aqui buscar água, pediu a mulher,

Quando ela lhe pediu da água viva, Jesus atendeu-lhe o pedido. Ele expôs o seu pecado para que ela desejasse a salvação.

-Vai, chama teu marido e voltem aqui, - mandou Jesus.

Não tenho marido, - respondeu a mulher.

Falaste bem, pois já tiveste cinco, e o que tens agora não é teu marido - falou Jesus.  Ele provocou a mulher para reconhecer o lado escuro de sua vida.

Quando Jesus mostrou o seu pecado, ela não tentou se defender, nem ficou brava. Desmascarar o pecado é uma parte fundamental do encontro com o evangelho. A mulher ficou admirada de como Jesus a conhecia bem. Reconheceu que Jesus era Deus. Quando ela percebeu que ele era profeta, quis saber onde adorar.

Ela não teve preconceito a ponto de não crer em Jesus quando ele lhe mostrou quem era. Ela voltou a casa e disse aos vizinhos: Venham ver o homem que disse tudo o que eu fiz. Será que Ele é o Messias? Vamos lá - eles disseram.

Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram em Jesus por causa das declarações da samaritana em seu testemunho e pediram-lhe que ficasse com eles. E Ele ficou lá dois dias. Então muitos outros creram Nele por causa das suas palavras. E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo. 

fonte: Jornal Voz de Nazaré

Fonte de Água Viva

Fonte de Água Viva

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"Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! Ajudai todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem o que é que está dentro do homem. Somente Ele o sabe!" Assim iniciou, em 1978, o Papa João Paulo II, o seu serviço apostólico de sucessor de Pedro. Diante de todas as pessoas, os cristãos são chamados a evangelizar, oferecendo o que de melhor descobriram em suas vidas, o encontro com Jesus Cristo, Redentor do mundo. Não há limites! Todos os campos da vida humana se abram para o Redentor.

Entretanto, sabemos que há muito receio diante do anúncio e do nome de Jesus Cristo, como existem resistências à Igreja. Temos consciência dos desafios à evangelização, assim como um leque aberto de questões novas e velhas que provocam a criatividade dos cristãos. A Igreja identificou algumas exigências ou modos para anunciar Jesus Cristo. Muitos o conhecem pelo anúncio explícito, na pregação vigorosa do nome de Jesus, que ressoa por toda parte e no correr dos séculos. Outras pessoas serão tocadas pelo testemunho de comunhão oferecido pelos cristãos unidos em nome do Senhor. No mundo inteiro, os cristãos são chamados a servir, e quantas são as expressões da caridade vivida, com a qual Jesus Cristo é testemunhado. Pelo diálogo aberto e sincero passará a estrada da conversão para uma larga e significativa porção da humanidade.

Impressiona-me sobremaneira o diálogo de Jesus com a mulher samaritana (Jo 4, 5-42), com o qual a Igreja começa a segunda etapa da Quaresma, na qual Jesus Cristo é apresentado como água viva, luz do mundo e Ressurreição e Vida. Na conversa com aquela mulher nos encontramos e descobrimos os caminhos para chegar a tantas pessoas temerosas de acolher o Salvador.

O diálogo começou com questões domésticas, com poço e balde, passou por assuntos de religião até chegar à vida da mulher samaritana. Diálogo que se preze começa com ouvido e não com a fala interminável que exige compreensão. Trata-se de acolher a outra pessoa como quem que faz parte de mim, para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade (Cf. Novo Millenio ineunte 43). Jesus Cristo foi ao encontro da situação da samaritana, escutou-a profundamente e refez com ela o caminho, ele que descia do alto e conhecia o coração humano. Foi-lhe possível até mostrar às claras, sem acusações, uma história cheia de dramas, para abrir-lhe a estrada da esperança.

A samaritana encontra Jesus junto ao poço de Jacó. Uma mulher na rotina monótona de sua vida. Descobre a existência do pecado, a própria fraqueza e a exploração de que é vítima. No fundo, uma grande insatisfação e a sede de felicidade e de paz, o desejo de uma nova vida, na qual se sinta restaurada em sua dignidade. Chama-se Salvação esta novidade! Nessa mulher estão todos os nossos sonhos, todo o nosso desejo de graça e salvação.

Só a presença e a pessoa de Jesus a fazem descobrir algo de novo e melhor. No coração da samaritana e em sua situação de amargura, na qual se encontrava mais ou menos acomodada, o Mestre escava para fazer brotar uma fonte de água, fazendo-a descobrir a si mesma a partir de sua própria humanidade e se realiza o encontro da salvação. E Jesus se revela fonte de água viva que jorra para a vida eterna, fonte do Espírito Santo. Ele é o novo Moisés que toca com a força de sua palavra a rocha do coração da mulher. Jesus perdoa o pecado e dá um novo sentido à existência, fazendo-a portadora da novidade que brotara de seu próprio poço interior, cavado com delicadeza. Ele muda, converte e é fonte de felicidade.

Há muitos poços de Jacó espalhados pelas nossas cidades, esperando alguém que chegue em nome de Jesus Cristo para escutar e refazer estradas, sem medo de ir ao fundo das interrogações humanas. Há gente com sede de água viva gritando por socorro, clamando por cristãos que aceitem ser pequenos e simples, começando de novo, sem se escandalizarem com histórias de dor e lágrimas. Saibam os que acolherem o convite que podem estar escondidas por estas paragens muitas pessoas que no futuro dirão como os concidadãos da mulher samaritana. "Já não é por causa daquilo que contaste que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo" (Jo 4, 42). 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Dom Murilo Krieger toma posse hoje como Arcebispo primaz do Brasil – Transmissão Ao vivo pela TV Nazaré

Dom Murilo Krieger toma posse hoje como Arcebispo primaz do Brasil – Transmissão Ao vivo pela TV Nazaré

18:17 Add Comment

Tomará posse está noite na Catedral Basílica de Salvador, às 19h, o Arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Dom Murilo tomará posse do cargo que pertence a dom Geraldo Majella desde 1999.

Segundo o site Correio, são esperados na celebração cerca de 2 mil pessoas, que assistiram a transferência na catedral. Três telões posicionados em diferentes locais, para que os fiéis que se farão presente no Terreiro de Jesus, local em que acontece o evento, possam acompanhar a cerimônia. Antes da solenidade, os padres que ajudarão na celebração da missa se concentrarão na Igreja de São Domingos, de onde seguirão em procissão até o local.

Dom Murilo Krieger recebe o título de Arcebispo primaz, porque foi em Salvador, instalada a a primeira Arquidiocese do Brasil. A solenidade de posse do Arcebispo primaz do Brasil, será transmitida pela TV Nazaré, que você pode acompanhar pelo nosso blog Clique aqui! E acompanhe ao vivo às 19h. 

Mensagem da CNBB pela beatificação de João Paulo II

Mensagem da CNBB pela beatificação de João Paulo II

13:07 Add Comment

Por ocasião da beatificação do Papa João Paulo II

“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.
A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.
O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.
Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.
O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.
Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.

Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor,
25 de março de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

Jornal Voz de Nazaré – Edição de 25/03 a 31/03/2011

Jornal Voz de Nazaré – Edição de 25/03 a 31/03/2011

06:00 Add Comment

Vejam os destaques da semana do Jornal Voz de Nazaré, edição de 25 a 31 de março de 2011. ANO XCVII N° 451

Doze meses de episcopado na Casa do Pão

Foram oito meses de espera até que a Arquidiocese de Belém conhecesse seu 10º arcebispo: Dom Alberto Taveira Corrêa. Até então um nome pouco conhecido, mas que foi ganhando a graça e, principalmente, o respeito do povo. Prova disso foi o público que...

Ajudar o povo a ver a fé

Uma nova missão episcopal. No dia 25 de março, às 19h, os católicos baianos irão acolher o novo Arcebispo da Arquidiocese de Salvador, na Bahia, e primaz do Brasil, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger. A solenidade de posse será na Catedral Basílica, no...

Catedral exibe filme de São José

No sábado, 26, o Cine Pastoral da Catedral de Belém exibe o filme "José, o pai de Jesus". Após a projeção, haverá um bate-papo com o pedagogo com ênfase em matrimônio e família, Leno Carmo. O projeto é inédito na Arquidiocese e foi criado para a...

Paróquias conscientes

Jogar lixo nas ruas, poluir os rios, desmatar, desperdiçar água e energia. Atitudes que devem ser evitadas em prol da preservação do meio ambiente. Conscientizar as pessoas de que algumas ações cotidianas precisam mudar para que diminua o índice de...

Vigília aos mártires

Uma vigília de oração pelos mártires da atualidade é organizada pelo Conselho Missionário Diocesano (Comidi), na Paróquia de Santa Cruz, bairro do Marco, dia 25, com início às 22h. A programação irá lembrar os mártires dos cinco continentes, Oceania...

Veja estas e outras notícias no Jornal Voz de Nazaré, 97 anos a serviço da vida.

Hora do Planeta

Hora do Planeta

10:20 Add Comment

Hora do planetaO que é?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Onde?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

fonte: Site Hora do Planeta

História em quadrinhos vai narrar vida de Bento XVI

História em quadrinhos vai narrar vida de Bento XVI

09:32 Add Comment

Uma história em quadrinhos vai ilustrar a vida do Papa Bento XVI. A iniciativa é da organização da Jornada Mundial da Juventude 2011 que pretende distribuir a publicação aos jovens participantes do evento, em Madri, no mês de agosto.
A partir de desenhos tradicionais dos quadrinhos japoneses, a narrativa detalha a vida e a obra de Joseph Ratzinger desde 2005, quando ele foi eleito como Papa após a morte de João Paulo II. O enfoque maior será dado para a relação do Santo Padre com a juventude.
A história em quadrinhos, elaborado por um grupo de católicos norte-americanos, tem um formato desenvolvido em San Diego, na Califórnia (EUA) e ilustrações de um artista de Cingapura.

Quaresma, escola vital de purificação

Quaresma, escola vital de purificação

07:00 Add Comment

A Quaresma é o "tempo favorável" para a redescoberta e o aprofundamento do autêntico "discípulo de Cristo". Não se conhece Jesus estando "do lado de fora", mas por meio da partilha de vida: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga" (Mc 8,34).
A conversão cristã, a "metanoia" evangélica, não é simplesmente uma conversão moral (embora exija isso), mas é conversão para Deus, como se revela nas escolhas messiânicas de Cristo (cf. Mt 4, 1-11), pois, do contrário, não se pensa segundo Deus, mas segundo os homens (cf. Mt 16, 21-23).
Consequentemente, no plano da vida, exige-se "aquela mudança íntima e radical pela qual o homem começa a pensar, a julgar e a reordenar a vida, movido pela santidade e bondade de Deus, como se manifestou e nos foi dada em plenitude no Seu Filho" (cf. Hb 1,2: Cl 1,19ss; Ef 1,23ss).
Assim, o cristão vive continuamente o processo de conversão, cujo princípio é o Espírito santo de Deus, recebido no batismo, "perdendo a própria vida por causa de Cristo e do Evangelho" (cf. Mc 8,35).
A Quaresma torna-se, então, escola vital de purificação e iluminação, pois vivemos as palavras de Jesus: "Convertam-se ao Evangelho" (Mc 1,15). Esta é a substância da espiritualidade quaresmal-batismal. Não estamos diante de uma simples exortação à conciliação fraterna, que também é necessária, mas, muitas vezes, ineficaz, ou de uma mudança de vida. Aqui se trata do reconhecimento e da acolhida da iniciativa de Deus, que, por amor, reconcilia-se com o mundo.

O tempo quaresmal, portanto, se torna escola vital de purificação e iluminação para todos nós, pois vivemos as palavras de Deus.
Do que você se lembra ao ouvir a palavra "escola"?
"Aprendizagem":
A Quaresma é tempo de aprender.
"Merenda": O tempo quaresmal é tempo de se alimentar da Palavra de Deus, se alimentar da Eucaristia na Santa Missa.
"Prova": Quaresma também é tempo de provação e tentação.
"Professor": Jesus Cristo é o nosso modelo de Mestre, tudo o que Jesus viveu, nesse tempo, em preparação para a Pascoa, também nós somos chamados a viver. Jesus foi conduzido para o deserto pelo Espírito Santo de Deus; também nós precisamos nos deixar ser conduzidos por Ele.
"Exercícios": Não dá para viver o período quaresmal sem fazer um exercício quaresmal que nos leve ao verdadeiro arrependimento e mudança de vida.
"Escola", "estrutura física": Precisamos estar inseridos em um lugar para que a formação aconteça em nossas vidas, e este lugar se chama Igreja, comunidade.
A espiritualidade da Quaresma é caracterizada por uma atenta e prolongada escuta da Palavra de Deus, pois ela ilumina o conhecimento dos próprios pecados, chama à conversão e infunde confiança na misericórdia de Deus. O exame de consciência cristão não é um fechar-ser em si mesmo, mas um abrir-se para a palavra da salvação e para o confronto com o Evangelho.
A espiritualidade quaresmal leva-nos a viver com mais intensidade e profundidade a relação interpessoal com Deus.
Padre Donizete Heleno
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

fonte: Canção Nova

Nosso incrível planeta

Nosso incrível planeta

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A terra, dentro do contexto dos astros, possui dimensões muito modestas. Até pobres.  Não passa de um grão de areia diante do tamanho ciclópico de algumas estrelas, ou, pior ainda, diante do tamanho das galáxias. Mas como a história do big bang nos leva a concluir, todo o universo é antrópico.  Isso é, desde o primeiro bilionésimo de segundo as coisas foram se direcionando, para que como término da obra da criação aparecesse o ser humano, o topo da criação visível. Para que a vida, em sua constituição mais complexa, pudesse aparecer, fez-se necessário um hábitat, uma casa, onde toda a vida vegetal e animal pudesse se estabelecer. Eu não vou agradecer à terra, nem ao big bang, nem à natureza, os imensos privilégios com que fomos distinguidos. Essa abundância de seres e de vida foi planejada pelo Pai Criador, que quis isso tudo, dizendo sua Palavra. “No princípio criou Deus o céu e a terra”  (Gen 1,1). A esse Deus eu agradeço, extasiado por sua sabedoria e poder. (E por seu amor por nós).

Se a terra, olhando seu tamanho relativo, é quase insignificante, suas características, favoráveis à vida são estupendas e até únicas. Nosso planeta tem água líquida, base para toda a condução da atividade vital. Tem atmosfera, com gases suficientes para purificar os processos vitais. Tem camada de ozônio, para proteger contra as irradiações devastadoras vindas de outros astros. Possui rotação constante sobre um eixo, que facilita a exposição alternada ao sol, evitando o frio absoluto ou o calor excessivo. Tem uma distância ideal do sol para manter uma temperatura necessária para a vida. Paremos por aqui. Os outros planetas todos, ou são uma fornalha de calor, ou uma geladeira total. Não tem atmosfera, não tem defesa contra os raios perniciosos; são secos, sem água líquida; giram à deriva, ou nem giram nunca; a gravidade é exagerada, ou é tão fraca que tudo se perde pelo espaço... Não existe planeta gêmeo da terra. Então vamos cuidar melhor disso que recebemos como dádiva das mãos divinas. “Encham e submetam a terra” (Gen 1, 28). Isso de submeter a terra        (e todo o universo)  deve ser entendido no sentido de cuidar. Pode haver o uso de tudo, mas um uso sustentável, como em boa hora lembra a Campanha da Fraternidade deste ano de 2011.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba - MG

Material para o 45º Dia Mundial da Comunicação é enviado a todas as dioceses do Brasil

Material para o 45º Dia Mundial da Comunicação é enviado a todas as dioceses do Brasil

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45diamundialcom_2011O Setor de Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou a todas as dioceses do Brasil, em parceria com a Editora Paulinas, o material [livreto e cartaz] para a comemoração do 45º Dia Mundial da Comunicação (DMC), cujo tema este ano é “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O DMC será celebrado este ano no dia 5 de junho.

O conteúdo do livreto contém a Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial da Comunicação; uma reflexão do presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social da Conferência dos Bispos, dom Orani João Tempesta; e uma reflexão da jornalista e doutora em comunicação social, a paulina irmã Joana Puntel sobre o tema da mensagem do papa; além de algumas sugestões para a celebração e animação do DMC.

Para a assessora do Setor de Comunicação Social da CNBB, irmã Elide Fogolari, o material impresso é uma forma de valorizar a comemoração do DMC, conforme pede o próprio papa.

“Com este material queremos comemorar o 45º Dia Mundial da Comunicação como pede o papa: com bastante festividade e com reflexão para que nós possamos criar na Igreja no Brasil uma cultura da comunicação, para assim, articularmos melhor as pastorais. A comunicação deve se estabelecer como a alma de todo o anúncio da boa nova de Jesus Cristo”, sublinhou a assessora.

Ainda segundo irmã Elide, a Igreja precisa fazer da comunicação um meio para que a “boa nova de Jesus Cristo chegue a todas as pessoas. O papa Paulo VI já dizia que se nós não conseguimos compreender a comunicação, fica difícil chegar a todas as pessoas; e vamos nos sentir culpados se a Igreja não usar dos meios de comunicação para a evangelização”, concluiu.

Confira o material. Clique aqui

fonte: CNBB

Segunda semana da Quaresma

Segunda semana da Quaresma

07:00 Add Comment

“Saulo respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de trazer presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse, adeptos do Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, de repente viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: "Saul, Saul, por que me persegues?" Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor?" A voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer" (At 9, 1-1-5).

Como Saulo, que depois se tornou Paulo, nossos caminhos nos proporcionaram uma graça, a maior de todas, o encontro com Jesus Cristo. Na primeira semana da Quaresma, muitas surpresas podem ter ocorrido, ao defrontar-nos com nossa situação humana. Quem sabe até descobrimos estar perseguindo Jesus! É que Ele se esconde e se mostra no próximo com o qual nos encontramos todos os dias. Ou podemos ter visitado páginas de nossa história que gostaríamos de ver arrancadas! E Deus nos levou ao deserto, alimentou-nos e sustentou-nos com sua Palavra de Vida.

Parece contraditório, mas a segunda semana começa com uma nova figura, ou com transfiguração! É uma nova etapa do Caminho, e ele é sempre caminho de Páscoa! Os discípulos Pedro, Tiago e João, companheiros medrosos e ao mesmo tempo fiéis de Jesus em todas as jornadas, sobem com Ele ao Monte da Transfiguração, que a tradição localizou no Tabor. Proclama-se em nossa vida o otimismo cristão! Olhar para Jesus, estar juntos com testemunhas qualificadas como Moisés e Elias, entrar na nuvem com Jesus, ouvir a voz do Pai. Não são experiências exclusivas dos discípulos que, depois da Ressurreição de Jesus, espalharam a notícia. Subamos com eles ao monte, superando as dificuldades do caminho.

Como sinal do Retiro nesta semana, o jejum que propomos é muito simples e ao mesmo tempo exigente. Trata-se de superar o mau humor, a cara feia, e oferecer às outras pessoas o sorriso, mesmo que ele tenha que ser muitas vezes um ato de heroísmo. Experimente!

LEITURAS DA SEMANA

Dia 20 de Março, Segundo Domingo da Quaresma
"Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, venha a vossa salvação".
Gn 12, 1-4; Sl 32; 2Tm 1, 8b-10; Mt 17, 1-9

Dia 21 de Março, Segunda-Feira da Segunda Semana da Quaresma
"O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas".
Dn 9, 4b-10; Sl 78; Lc 6, 36-38

Dia 22 de Março, Terça-Feira da Segunda Semana da Quaresma
"A todos os que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus".
Is 1, 10.16-20; Sl 49; Mt 23, 1-2

Dia 23 de Março, Quarta-Feira da Segunda Semana da Quaresma
"Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus"!
Jr 18, 18-20; Sl 30; Mt 20, 17-28

Dia 24 de Março, Quinta-Feira da Segunda Semana da Quaresma
"Deus vigia o caminho dos eleitos".
Jr 17, 5-10; Sl 1; Lc 16, 19-31

Dia 25, Sexta-Feira, Solenidade da Anunciação do Senhor
"Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor"
Is 7,10-1; 8,10; Sl 39; Hb 10,4-10; Lc 1,26-38

Dia 26 de Março, Sábado da Segunda Semana da Quaresma
"O Senhor é indulgente e favorável".
Mq 7, 14-15.18-20; Sl 102; Lc 15, 1-3.11-32

ORAÇÃO

Ser cristão é peregrinar dia-a-dia, momento a momento, ajudando a construir o Reino de Deus nas realidades em que vivemos. É viver encarnando em nossas vidas os critérios desse Reino e ser testemunhas e seguidores de Jesus, o Mestre e Senhor. É viver com a certeza da Graça, o apoio do Espírito Santo e a materna intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus e da humanidade. É despojar-se de toda vaidade e sabedoria humanas. É não querer passar aos outros uma falsa imagem de si mesmo. É colocar-se com humildade e confiança na presença do Senhor.

Acompanhe na íntegra todos os textos, as orações, as leituras, as reflexões e os cânticos para o Tempo Litúrgico da Quaresma em PEREGRINOS - RETIRO POPULAR 2011, de Dom Alberto Taveira Corrêa. Você pode adquirir seu exemplar na Fundação Nazaré de Comunicação, na loja Lírio Mimoso e no souvenir da Catedral Metropolitana de Belém por R$ 5,90. A renda obtida com a venda do livro será destinada para a manutenção dos meios de comunicação da Arquidiocese de Belém. Mais informações: 4006-9200. 

Dom Alberto Taveira Corrêa

fonte: Jornal Voz de Nazaré

Eis meu Filho muito amado. Escutai-O!

Eis meu Filho muito amado. Escutai-O!

07:08 Add Comment

Evangelho do II Domingo da Quaresma
Mateus 17, 1-9      

Toda a história da passagem de Jesus pela Terra é marcada por fenômenos que são difíceis de serem entendidos. Devemos nos lembrar, porém, que Seus ensinamentos são eternos e que teremos que evoluir durante milênios para conseguir entender tudo o que aconteceu nos 33 anos de vida de Jesus. Certamente Deus quis que estes fenômenos fossem conhecidos por toda a humanidade, para que servissem como modelo para o nosso estudo, evolução e compreensão das leis da vida.

Após subir no Monte Tabor com Pedro, Tiago e João, Jesus começa a orar e os discípulos caem no sono. Ao acordarem eles percebem que Jesus se transfigurou: seu rosto brilhava como o Sol e suas roupas ficaram brancas como a luz.

Essa transformação se operou no rosto que resplandecia como o sol e nas vestes que se tornaram brancas como a luz, tão brancas, que nenhuma lavadeira seria capaz de alvejar.

Jesus estava conversando com Moisés e com o profeta Elias. E Pedro, sem entender bem o que estava acontecendo, disse a Jesus: - Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, levantaremos aqui três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e outra para Elias.

Era bom ficar ali, num momento místico, longe do dia-a-dia, da caminhada, das dúvidas, dos desentendimentos, da luta. Quem não iria querer? Mas não era uma sugestão que Jesus pudesse aceitar. Por tão gostoso que fosse ficar no Monte Tabor, era preciso descer porque Jesus teria de enfrentar o caminho até o Monte Calvário.

Então, uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu filho amado, em quem pus toda a minha afeção. Escutai-O!

Os discípulos amedrontam-se, sendo necessário o toque e a palavra de Jesus para se levantarem e superarem o susto. E não viram ninguém a não ser Jesus, só. Na realidade, é este "Jesus só" que está a caminho de Jerusalém e que eles devem escutar e seguir.

A transfiguração serviu para fortalecer a Cristo para seus sofrimentos e morte, ao passo que também confortou seus apóstolos e robusteceu-lhes a fé, mostrando que Jesus tinha a aprovação de Deus e foi uma antevisão de sua glória e poder régio no futuro. A Transfiguração pode ser um autêntico sinal de esperança também para o nosso tempo.

Assim como o sol é a fonte da luz e faz-nos ver as coisas como elas são, a luz da transfiguração de Jesus mostra a sua identidade messiânica e revela a divindade em sua humanidade. Aqui os discípulos ouvem a voz de Deus chamando Jesus de Filho, e, durante a paixão, ouvem Jesus chamando a Deus de Pai (Mt 26,39). No Tabor, a humanidade de Jesus deixa transparecer a sua divindade e, no Getsêmani, a divindade assume plenamente a sua humanidade, quando a angústia de Jesus foi tão profunda que "seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão".

O Evangelho nos traz o melhor conselho para os momentos de dúvida e dificuldade, confirmando nossa fé, se observarmos o que disse a voz que saiu da nuvem. Se assim fizermos, venceremos os nossos problemas e adversidades.

Apesar de sermos fracos demais para agüentar uma experiência igual devemos buscar forças na oração, na Palavra de Deus e na meditação, para que possamos seguir o caminho do bem, como fizeram Jesus e os três discípulos. Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: - Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos. 

Raul Monteiro

fonte: Jornal Voz de Nazaré

São José, modelo de santidade para os homens

São José, modelo de santidade para os homens

16:58 Add Comment

O dia 19 de março é a única data da Quaresma na qual os padres tiram o roxo, porque é Dia de São José, pai adotivo de Jesus Cristo. No dia dedicado a esse homem fiel, obediente, cheio de fé, totalmente entregue a Deus e a Seu serviço, também celebramos o Dia dos Homens – que são chamados a seguir esse modelo de santidade.

"Eis qual foi a origem de Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Ora, antes de terem coabitado, achou-se ela grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la publicamente, resolveu repudiá-la secretamente"(Mateus 1,18-19).

Quando lemos esse trecho bíblico, achamos que é tudo muito normal. Mas, ponha-se nesta situação: José amava muito a Maria e confiava nela. Eles já estavam noivos e o noivado dos judeus significava casamento: havia uma aliança entre eles, havia um pacto prévio nesse tempo. A Santíssima Virgem não tinha nada a fazer, a não ser guardar silêncio e esperar que o Senhor lhe mostrasse o caminho a seguir. Ela confiava em que o Senhor iria ajudá-la. Mas isso no meio de muito dor e muita espera. Com José ocorreu o mesmo.

Neste dia, convidamos as mulheres a valorizar os homens que conhecem com um abraço, um gesto de carinho, um bilhete a fim de lhes mostrar a importância deles em sua vida. Aos homens, por sua vez, os convidamos a fazer um profundo exame de consciência, espelhando-se em São José, para que, com a fé e testemunho desse santo, possam ser luz no mundo.

fonte: Canção Nova

São José e as vocações

14:26 Add Comment

Neste sábado celebramos a solenidade litúrgica daquele que é invocado como esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Universal. O Papa Leão XIII, em 15 de agosto de 1889, publicou a Encíclica Quamquam pluries, através da qual recordava o valor da devoção e, consequentemente, incentivava o culto de veneração ao glorioso São José. Diz-nos o Papa:

“Recomendamos, além disso, aos fiéis daquelas nações nas quais o dia 19 de março, consagrado a São José, não esteja incluído entre as festas de preceito, que não deixem por quanto possível, de santificá-lo ao menos em particular, em honra do celeste Patrono, como um dia festivo”.

Nossa celebração anual, neste mês em que a piedade popular chama de mês de São José, já que são tantas as catedrais, inúmeras as paróquias e quase incalculáveis as capelas a ele dedicadas, muitos devotos prestam o culto de veneração àquele que é cognominado “justo”.

Diz o Papa Leão XIII: “vimos um grande progresso no culto a São José, anteriormente promovido pelo zelo dos Sumos Pontífices, depois estendido a todo o mundo, especialmente quando Pio IX, nosso predecessor de feliz memória, a pedido de muitíssimos bispos, declarou o Santo Patriarca, Patrono da Igreja Católica. Todavia, por ser muito importante que o seu culto penetre profundamente nas instituições católicas e nos costumes, queremos que o povo cristão receba da nossa própria voz e autoridade todo o incentivo possível. As razões pelas quais São José deve ser tido como Patrono da Igreja – e a Igreja por sua vez espera muitíssimo da sua especial proteção – residem, sobretudo, no fato de que ele é esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo. Daqui derivam toda a sua grandeza, graça, santidade e glória...” “Foi ele, de fato, que guardou com sumo amor e contínua vigilância a sua esposa e o Filho divino; foi ele que proveu o seu sustento com o trabalho; ele que os afastou do perigo a que os expunha o ódio de um rei, levando-o a salvo para fora da pátria, e nos desconfortos das viagens e nas dificuldades do exílio foi de Jesus e Maria companheiro inseparável, socorro e conforto”.

A missão de São José não se encerra, contudo, com a sua vida terrena, porque a sua autoridade de pai, pela vontade de Deus, estendeu-se, de modo peculiar, sobre toda a Igreja: “a Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, era o berço da Igreja nascente. A Virgem Santíssima, de fato, enquanto Mãe de Jesus, é também mãe de todos os cristãos por ela gerados em meio às dores do Redentor no Calvário. E Jesus é, de alguma maneira, como o primogênito dos cristãos que, por adoção e pela redenção, são seus irmãos. Disso deriva que São José considera como confiada a Ele próprio a multidão dos cristãos que formam a Igreja, ou seja, a inumerável família dispersa pelo mundo, sobre a qual Ele, como esposo de Maria e pai putativo de Jesus, tem uma autoridade semelhante à de um pai. É, portanto, justo e digno de São José que, assim como ele guardou no seu tempo a Família de Nazaré, também agora guarde e defenda com seu patrocínio a Igreja de Cristo”.

Ainda o Sumo Pontífice exorta a todos os cristãos, na fidelidade ao dever de estado, para que o tenham como modelo e protetor:

“Nele, os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal; os consagrados a Deus, o modelo e protetor da castidade virginal”.

Uma das versões do popular Hino a São José é a vocacional: “São José, mandai vocações, padres pedem as multidões!” Isso nos motiva a viver também nesse dia um dia vocacional muito especial.

São José é o padroeiro do nosso Seminário Arquidiocesano. O Seminário Arquidiocesano de São José, cuja festa dos 270 anos celebramos recentemente, foi fundado aos 5 de setembro de 1739 por Dom Frei Antonio Guadalupe, e tem a responsabilidade de proporcionar a formação humana, pastoral, comunitária, espiritual e acadêmica, incluindo os cursos de Filosofia e Teologia a jovens em regime de internato, para se prepararem devidamente ao ministério sacerdotal.

Nesse dia festivo, o Seminário São José oferece à Igreja do Rio de Janeiro nove jovens seminaristas que se apresentam para a ordenação diaconal, o primeiro grau do sacramento da Ordem. Nós nos alegramos e convidamos a todos para esse momento importante para nossa Igreja, que acontecerá às 8h30 deste sábado, dia 19 de março, na Catedral de São Sebastião.

Os ordinandos escolheram como lema “Eis o servo fiel e prudente” (cf. Mt 24, 45).  A passagem bíblica escolhida pelos seminaristas como lema da ordenação tem, sem dúvida, relação direta com a data, a vida e a festa de São José. Esposo devoto de Maria e pai adotivo do Redentor, São José é um servo fiel e prudente. E assim, os futuros diáconos também querem ser no serviço ao povo de Deus.

Que São José, homem justo, que foi escolhido para ser esposo da Mãe de Deus, servo fiel e prudente, constituído chefe da vossa família, para guardar com paternal solicitude o vosso Filho unigênito, Jesus Cristo, Nosso Senhor, interceda sempre por nós junto a Ele, e interceda de modo especial pelo Nosso Santo Padre Bento XVI, que o tem como padroeiro onomástico (Joseph) e interceda, também, pela Igreja de São Sebastião, que, à sombra das virtudes do homem justo, São José, acolha os novos ministros ordenados como diáconos. Eles, depois de um tempo de experiência diaconal, destinam-se a ser ordenados ao ministério presbiteral. Pedimos a Deus para que sejam o bom odor da santidade de Cristo na vida de nossa Igreja e na santificação de nosso povo fiel.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

fonte: CNBB

Imagem: Blog Amiguinhos de Jesus

Na tua luz, veremos a luz

Na tua luz, veremos a luz

07:04 1 Comment

A vida dos cristãos conhece etapas de maior intensidade, chamadas de tempos fortes, nas quais não se tira o valor das outras fases do ano, mas se abastece a vida espiritual, em vista do caminho a ser percorrido. Quem é cristão se reconhece peregrino do Absoluto, chamado a conquistar muitas outras pessoas, pela palavra e pelo testemunho de vida, para que toda a humanidade caminhe rumo a Deus, realizador de todas as esperanças humanas.

Tempo especial é a Quaresma, verdadeira academia de exercícios espirituais, destinados a fortalecer a vida na fé. Nossa proposta para a Quaresma pede maior dedicação à oração, caridade vivida e mortificação ou penitência. Pessoalmente ou em grupos que se reúnem nas famílias, comunidades e paróquias, queremos rezar mais e melhor. A caridade, além das práticas pessoais, reveste-se do rosto de Campanha da Fraternidade, com a qual queremos dar nossa contribuição para uma maior consciência frente ao planeta em que vivemos, que geme em dores de parto (Cf. Rm 8, 22), aguardando a manifestação dos filhos de Deus (Cf. Rm 8, 19), para enfrentar juntos os desafios decorrentes do trato inadequado da natureza, especialmente quanto ao aquecimento global da terra. Mortificação e penitência serão nossos esforços para educar os sentimentos e a vontade, tantas vezes flácidos pelo acomodamento e passividade. Somos chamados a dar novo ânimo à sociedade, muitas vezes carente dos grandes ideais que podem transformá-la ou, mais ainda, transfigurá-la.

Ao iniciar nossa peregrinação quaresmal, olhando uns para os outros e para dentro, somos chamados a reconhecer os limites e possibilidades da humanidade, passando pelos desertos da vida ou no meio das multidões. Vem ao nosso encontro o Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Passando pelas estradas do mundo e convivendo com seus primeiros discípulos, estes se manifestaram temerosos diante dos desafios, assustados com a perspectiva da Cruz anunciada pelo Senhor. Num gesto de atenção e carinho, escolhe dentre eles três testemunhas, Pedro, Tiago e João, gente de amizade provada, levando-os a um monte que a tradição localizou no Tabor (Mt 17, 1-9). Era carinho de Deus para que lhes fosse afastado o escândalo da Cruz!

Subiram para rezar (Cf. Lc 9, 28)! E já começa a mudança, pois quem se eleva em direção a Deus carrega consigo o mundo e já limpa seus olhos. Quem reza vê mais longe e vê melhor! E estavam unidos, com a presença de Jesus que se transfigurou diante deles. Amigos que rezam juntos! Tudo pronto para se revelar a face gloriosa de Cristo!

Como delicadeza diante daqueles que, bons judeus, sabiam serem necessárias duas testemunhas para assegurar a veracidade de um fato, permite-lhes ver nada menos do que Moisés e Elias, a Lei e os Profetas! Aquele a quem seguiam era de verdade o prometido. Mais ainda, a voz do Pai e o sinal da presença do Espírito Santo na nuvem luminosa. Mergulharam na vida da Trindade, condescendência infinita para com aqueles que representavam toda a humanidade e a imensa multidão dos discípulos dos séculos afora, até o fim dos tempos.

Foi-lhes recomendado silêncio até que a glória viesse completa, na Ressurreição do Senhor, também para que muitos aceitassem fazer a maravilhosa aventura da fé, sem medo de serem discípulos! É necessário primeiro arriscar-se na fé! A visão vem depois e o risco é nosso! Serenidade e calma, um passo depois do outro, e o dia se faz!

Ouso entrar no coração dos discípulos da transfiguração e imaginar seus olhos depois da transfiguração de Jesus. Sua visão não era mais turva, mas conseguiam entender o que vem depois dos fatos, dos mais corriqueiros aos mais dolorosos. Eis o testemunho de Pedro: "efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: Este é o meu Filho bem-amado, no qual está o meu agrado. Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele na montanha santa. E assim se tornou ainda mais firme para nós a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações" (2 Pd 1, 17-19).

Os cristãos, tendo conhecido seus limites compartilhados com todos os seres humanos, mas acolhidos na estrada da felicidade que desemboca na ressurreição, sabem ser portadores, se viverem unidos em nome de Jesus, do segredo da luz. Podem ser radiantes de felicidade e comunicá-la aos outros. É a maravilhosa vocação do cristão, que no monte ou na planície, caminha para Deus, com Deus e com toda a humanidade. Olhos límpidos lavados por Deus para enxergar o bem e espalhá-lo com alegria! 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Dom Alberto sonha “O mundo como jardim de Deus”

Dom Alberto sonha “O mundo como jardim de Deus”

07:00 Add Comment

Na abertura da Campanha da Fraternidade 2011, no ginásio da Universidade do Estado do Pará (Uepa), dia 12, às 8h30, o clero arquidiocesano e os fiéis se reuniram para em uma celebração eucarística que buscava mostrar os cuidados que se deve ter com a criação divina. Uma campanha para conscientizar a sociedade. O Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, explicou que a CF é um serviço que a Igreja quer prestar à sociedade. "É campanha para 'fazer a cabeça das pessoas'. Queremos que toda a sociedade tome consciência disso".

Lembrando o terremoto no Japão, que fez milhares de vítimas, Dom Alberto afirmou que "existe um clamor na sociedade. Temos sugestões e propostas na sociedade para que consigamos contribuir para mudanças. O aquecimento global é resultado de atitudes nossas no planeta, na casa que foi oferecida pelo próprio Deus. O nosso sonho é que o mundo pareça um jardim com os irmãos ajudando a sociedade".

O Arcebispo fez ainda referência ao lema, "A criação geme em dores de parto" (Rm 8, 22), ressaltando que "a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Aos filhos de Deus, que somos nós, cabe fazer alguma coisa". Além da apresentação de propostas, Dom Alberto explicou que a coleta da CF será destinada a continuidade do trabalho da Cáritas nas ilhas de Belém e à população do lixão do Aura. A coleta acontece no Domingo de Ramos, dia 17 de abril.

Ao final da Santa Missa, os fiéis, juntamente com o clero, se dirigiram ao Bosque Rodrigues Alves para a doação de duas mil mudas de dez espécies de plantas regionais.

"Esse gesto deve ter a dimensão do nosso coração. É nossa manifestação como filhos de Deus. Esperamos que, da nossa parte, possamos contribuir para o bem da natureza em sua biodiversidade", disse Dom Alberto Taveira antes da entrega.

Monsenhor Raimundo Possidônio explicou que "a doação de mudas representa o nosso acolhimento do que a CF nos propõe e o nosso compromisso em cuidar da criação de Deus".

Maria Inês recebeu uma muda de Para-pará e questionou: "Sem essa natureza, nós não somos nada. Se a destruirmos isso vai acabar. Como nós vamos ficar? O simples botão de uma flor abrindo já é uma graça divina Vou plantar essa muda em casa. Depende de nós mudarmos essa situação".

Cida Cardoso, da comunidade Maíra, acredita que é "o início de uma grande mudança na nossa vida, principalmente nós que vivemos na cidade. Queremos apenas usufruir das coisas e acabamos esquecendo a natureza. Vou plantar esse biribá no terreno da nossa comunidade".

As mudas foram doadas pela  Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa). Michel Costa, chefe adjunto de comunicação e negócio da empresa, anunciou que "a todo o momento que houver esse convite da Arquidiocese nós vamos participar com ações como esta, doações de mudas, oficinas de capacitação e formação. Estamos planejando um ciclo de atividades, oficinas e cursos e também a continuação de doação de mudas para a arborização da cidade de Belém".

Pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Noemir Leão, destacou que "para cada pessoa que fizer na prática aquilo que a Igreja está pedindo, plantar uma arvore ajudando a controlar a mudança climática, estará constituindo um ato concreto de atividade cristã para mudar o planeta. Hoje, serão duas mil mudas, mas até o final da Quaresma, mais de 20 mil serão doadas". 

fonte: Jornal Voz de Nazaré

Nosso Incrível Planeta

Nosso Incrível Planeta

07:00 Add Comment

A terra, dentro do contexto dos astros, possui dimensões muito modestas. Até pobres.  Não passa de um grão de areia diante do tamanho ciclópico de algumas estrelas, ou, pior ainda, diante do tamanho das galáxias. Mas como a história do big bang nos leva a concluir, todo o universo é antrópico.  Isso é, desde o primeiro bilionésimo de segundo as coisas foram se direcionando, para que como término da obra da criação aparecesse o ser humano, o topo da criação visível. Para que a vida, em sua constituição mais complexa, pudesse aparecer, fez-se necessário um hábitat, uma casa, onde toda a vida vegetal e animal pudesse se estabelecer. Eu não vou agradecer à terra, nem ao big bang, nem à natureza, os imensos privilégios com que fomos distinguidos. Essa abundância de seres e de vida foi planejada pelo Pai Criador, que quis isso tudo, dizendo sua Palavra. “No princípio criou Deus o céu e a terra”  (Gen 1,1). A esse Deus eu agradeço, extasiado por sua sabedoria e poder. (E por seu amor por nós).

Se a terra, olhando seu tamanho relativo, é quase insignificante, suas características, favoráveis à vida são estupendas e até únicas. Nosso planeta tem água líquida, base para toda a condução da atividade vital. Tem atmosfera, com gases suficientes para purificar os processos vitais. Tem camada de ozônio, para proteger contra as irradiações devastadoras vindas de outros astros. Possui rotação constante sobre um eixo, que facilita a exposição alternada ao sol, evitando o frio absoluto ou o calor excessivo. Tem uma distância ideal do sol para manter uma temperatura necessária para a vida. Paremos por aqui. Os outros planetas todos, ou são uma fornalha de calor, ou uma geladeira total. Não tem atmosfera, não tem defesa contra os raios perniciosos; são secos, sem água líquida; giram à deriva, ou nem giram nunca; a gravidade é exagerada, ou é tão fraca que tudo se perde pelo espaço... Não existe planeta gêmeo da terra. Então vamos cuidar melhor disso que recebemos como dádiva das mãos divinas. “Encham e submetam a terra” (Gen 1, 28). Isso de submeter a terra        (e todo o universo)  deve ser entendido no sentido de cuidar. Pode haver o uso de tudo, mas um uso sustentável, como em boa hora lembra a Campanha da Fraternidade deste ano de 2011.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba – MG

fonte: CNBB

Jornal Voz de Nazaré – Edição de 18/03 a 24/03/2011

Jornal Voz de Nazaré – Edição de 18/03 a 24/03/2011

17:58 Add Comment

Vejam os destaques dessa semana do Jornal Voz de Nazaré Edição de DE 18 DE MARÇO A 24 DE MARÇO DE 2011, ANO XCVII N° 450.

Igreja liga alerta na sociedade

Há quase 50 anos, a Campanha da Fraternidade convida todos os católicos a pensar em questões importantes que afligem a sociedade. Desde a percepção e incentivo a discussão até a proposta de um gesto concreto. Em 2011, a CF pretende levar a...

Quando a quaresma chegar...

Arquidiocese cresce

Nos passos de São José

Padre chega ao jubileu

Estas e outras notícias, você encontra no Jornal Voz de Nazaré, a 97 anos a serviço da Vida.

Ser Dizimista é um ato revestido de consequências

Ser Dizimista é um ato revestido de consequências

07:30 Add Comment

Torna-se dizimista é um ato revestido de consequências que alcançam toda a vida do cristão. A primeira é o enfoque novo do sentido de pertença eclesial trazido pelo compromisso concretamente assumido. A segunda é a libertação experimentada pelo dizimista em relação a toda a ganância e valorização excessiva do dinheiro. A terceira é adquirir a clara consciência de que todos os bens tem sua origem em Deus e que seu bom uso promove uma revolução nas leis aritméticas: o dizimista percebe claramente que realiza agora mais com noventa do que antes conseguia com cem. A quarta é a clareza nítida de que o Dízimo não é uma moeda de troca: dar alguma coisa para receber outra em dobro. Não! Ser dizimista é ser alguém que adquire consciência de seu papel na comunidade: é responsável, é consciente, é conseqüente, nada desperdiça, faz bom uso dos bens materiais e espirituais, sente-se parte de um corpo e coopera com o corpo todo, sabendo que o bem dos outros é o seu próprio bem. Para ele, prosperar corresponde a avançar no caminho da fé. Compreende que o real sentido da existência experimenta-se na comunhão e na partilha.    

Quaresma, tempo de vencer as tentações e o diabo

Quaresma, tempo de vencer as tentações e o diabo

07:01 Add Comment

Antigamente, a Quaresma era o período durante o qual – por meio da penitência e da provação – os catecúmenos* se preparavam para receber o batismo na noite de Páscoa. A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do demônio (cf. Mt 4,1-11). O Nosso Senhor e Mestre não só vence como também nos dá as dicas para vencermos o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias.
O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências diante das tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus.
O Senhor derrotou o maligno por meio da Docilidade ao Espírito Santo, pois “no deserto, Ele era guiado pelo Espírito”, da Palavra: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem”; da Oração: “Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus”; do Jejum: Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome”, e pelaAdoração: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás”.Exercendo Sua autoridade que vinha de uma vida coerente e santa. Isso fica bem claro na leitura deste Evangelho.
De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na Terra Prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um período especial de purificação e de renovação da vida cristã para que possamos participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.
Jesus Cristo, ao dar início à caminhada do novo povo de Deus, se dirige ao deserto como lugar de encontro com o Pai, lugar de recolhimento, onde Ele se revela, onde escuta Sua Palavra. E diferente do antigo povo da Aliança, que sucumbe à tentação, se revolta, tem saudade "das cebolas do Egito", onde eles tinham o que comer, mas eram escravos, o Senhor vence a tentação, vence o demônio pela oração, pelo jejum, pela Palavra e pela obediência ao Pai.
A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Esse caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao "homem velho" que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado, que habita em nosso coração, nos afastar de tudo aquilo que nos separa do plano de Deus, e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.
No pórtico da Quaresma recém-começada, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para esse personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa, o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demônio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.
Com Jesus, como com todos nós, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito atual: da sua fome, converta as pedras em pão; das suas aspirações, torne-se dono de tudo; da sua condição de filho de Deus, coloque a sua proteção à prova. Em outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir o Senhor por um caminho no qual Deus ou é tido como banal e supérfluo ou como inútil e nocivo.
Prescindir de Deus porque eu reduzo minhas necessidades a um pão que eu mesmo posso fabricar, como se fosse minha própria mágica (1ª tentação). Prescindir de Deus modificando Seu plano sobre mim, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele confiou a mim (2ª tentação). Prescindir de Deus banalizando Sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão (3ª tentação).
Isso se torna atual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que nos separam – cada um de nós e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do "deus-ter" (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação de bens, pelas “devoções” a loterias e jogos, pelo consumismo). A tentação do "deus-poder" (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do "deus-prazer" (com tantas, tão infelizes e, sobretudo tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente nossa limitação e finitude).
Quem duvida de que existem mil diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando-nos tudo como fácil e atrativo, e que nos separam de Deus, dos demais e de nós mesmos?
Jesus venceu o diabo! A Quaresma é um tempo privilegiado para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou.
Jejuando quarenta dias no deserto, Cristo consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. (Prefácio do 1° Domingo da Quaresma).
Oremos
: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda Palavra que sai de vossa boca para vencer ao pecado, a nós mesmos e ao diabo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Minha bênção fraterna.

Padre Luizinho, Com. Canção Nova

fonte: Canção Nova

Quaresma e Campanha da Fraternidade

Quaresma e Campanha da Fraternidade

07:46 Add Comment

Com a Quaresma, no Brasil passamos a viver também o tempo da Campanha da Fraternidade. É uma maneira dos cristãos examinarem a sua vida batismal iluminados por um aspecto social que nos atinge a todos. O tema interessa a toda humanidade – é uma ocasião propícia para olharmos a nossa vida e descobrirmos a nossa missão diante da responsabilidade desse assunto.

O tema da “fraternidade e a vida no planeta” questiona a nossa vida e nossas opções quando verificamos que “a criação geme em dores de parto” (Rom 8,22), supondo a coragem de acolhermos o chamado à conversão para uma vida mais sóbria e humana.

Para os católicos, o tema irá inspirar todos os demais, principalmente os dias e meses temáticos deste ano, ajudando-nos a continuar aprofundando o assunto através de diversos matizes. Também ele continuará a ser trabalhado com a pastoral da ecologia ou outro nome que se assemelhe, passando assim a integrar as preocupações da Igreja.

As reflexões que fazemos supõem que cheguemos a conclusões que impliquem não só mudança de mentalidade, mas, principalmente, mudança de atitudes e comportamentos. E com relação ao tema deste ano, urge que isso aconteça com certa rapidez, pois as mudanças que ora ocorrem na natureza estão levando nosso planeta a “gemer” e fazem com que também os seus habitantes sofram como consequência de seus próprios atos.

Assim, o tempo da Quaresma, ao nos chamar a renovar nossa vida batismal e por isso supondo mudanças na vida pessoal, religiosa, familiar, comunitária e social, coloca para nós um tema que supõe também uma mudança de mentalidade e, consequentemente, chama-nos também à conversão.

Incentivo todos os queridos diocesanos para que aproveitem este tempo para a oração, jejum, esmola, penitência, lectio divina, confissão, participação nas comunidades e as reuniões de grupos, círculos bíblicos ou pequenas comunidades com o texto elaborado pela arquidiocese sobre a Quaresma e a Campanha da Fraternidade.

Vivemos em uma cidade maravilhosa, onde a natureza exuberante rodeia as construções feitas pelos homens.  Porém, a beleza das flores, o encanto das madrugadas e das noites serenas, o belo nascer e pôr do sol, o trinar dos pássaros e o encanto da nossa vida podem estar sendo engolidos por uma onda de destruição sem limites, numa volúpia do ganho sem medida, do prazer descontrolado, da falta de consciência do pecado, que, como já dizia Pio XII, é o maior mal dos dias atuais.

Temos também que ter o olhar na dignidade das pessoas e em suas necessidades urgentes que muitas vezes levam-nas a procurar caminhos que as colocam em risco de vida própria e dos outros. Necessitamos sonhar com tempos melhores.

O pecado do homem, ensina-nos a Sagrada Escritura, destruiu a harmonia da criação. E o pecado, presente nos dias de hoje com recursos incomensuráveis da ciência e da técnica tem um poder de destruição ainda maior.

Na abertura desta Quaresma, o S. Padre, o Papa Bento XVI, nos diz: “No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte... A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro?”

A Quaresma, na Igreja, foi sempre um tempo penitencial de preparação para uma vida nova, marcada pela Paixão e Ressurreição de Cristo que venceu a morte e, ressuscitado, já não morre mais e marca na fronte todos os que Nele creem. Batizados na morte de Cristo, somos o novo homem, de que toda a natureza espera também o renascimento, segundo nos ensina São Paulo no texto que culmina com o lema da Campanha da Fraternidade neste ano: “A criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus....Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente.”

Neste sentido, a Igreja do Brasil escolheu um tema em que o pecado social se manifesta com presença forte em nosso tempo, numa avidez do lucro, do enriquecimento sem controle, violentando a natureza.

A poluição das águas, o represamento irracional de rios, lixões situados em locais de aquíferos importantes, o desmatamento irracional das florestas, a falta de saneamento básico nas cidades, a dificuldade de possuir moradias dignas que leva pessoas a construírem em lugares de risco, a não existência de um plano diretor que contemple a realidade urbana honestamente, sem interesses escusos, a ausência de educação para uma coleta seletiva do lixo, a falta de utilização de recipientes degradáveis e tantas outras situações locais, nacionais ou mundiais (países que poluem e pouco se importam com outros) nos questionam sobre os desastres ambientais: a morte de tantos irmãos e irmãs, o aquecimento global, a diminuição das geleiras dos pólos, o aumento do nível dos oceanos e as doenças antigas que retornam e adoecem o nosso povo.

Como cristãos, vamos meditar sobre a realidade desse pecado social de que todos participamos. Peçamos perdão por nós e pelos outros. Tentemos reedificar nossa vida ouvindo os gritos de dor da criação, manifestados nas grandes tragédias a que estamos assistindo, cada dia com mais frequência, inclusive com a perda de vida de nossos irmãos, obrigados que são a agredir a natureza por sua miséria nas favelas e nos morros.

Esse planeta é o nosso habitat. Não existe outro local, até agora conhecido, possível de habitarmos. Por isso, a Campanha da Fraternidade nos direciona para a conscientização sobre a sustentabilidade com o Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Reciclar, Repensar. O que poderemos fazer pessoalmente e em nossas famílias com relação a essa realidade? O que e como poderemos cobrar leis e atitudes de nossos municípios, estados e nação?

A Campanha da Fraternidade é um meio de nos inserirmos no mistério de Cristo Redentor, com a atenção voltada a um campo específico, em espírito penitencial que nos leve a viver com consciência o nosso batismo, a viver uma vida de fé na esperança da redenção.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

fonte: CNBB

Oração da Quaresma

Oração da Quaresma

07:26 Add Comment

Como já vimos nos posts anteriores, a quaresma é um tempo de contrição e penitência, é o período de 40 dias que precede a Páscoa e serve para que reflitamos e nos preparamos para uma renovação espiritual, representada pela ressureição de Jesus.

Essa é uma época para se dedicar intensamente à salvação da Alma. Na busca de uma renovação interior, deve-se procurar o arrependimento verdadeiro dos pecados. Por isso, é importante incluir nas orações do dia um ato de contrição. A ocasião é apropriada para pedir a Deus coragem e discernimento para agir da forma correta, consigo mesmo e com o próximo. Mas a vontade de praticar o bem deve ser verdadeira, por isso, também se pede força para que os céus plantem em nossos corações a semente da bondade.

Para fortalecer o espírito, muitos cristãos costumam praticar o jejum durante a quaresma. Segundo a tradição, várias pessoas deixam de comer carne nessa fase, principalmente às quartas e sextas-feiras. É importante respeitar as crenças de cada um. No entanto, existem outra maneiras de vivenciar esse período de abstinência, por exemplo, através da caridade. Ajudar a quem precisa, dividindo o que se tem, é uma forma de se aproximar de Deus e fortalecer a espiritualidade. Mais do que abster de certas comidas e bebidas, vale a pena pensar no que falta na mesa do outro e no que pode ser feito para alcançar um mundo mais justo e igualitário.

Oração da Quaresma

”Pai nosso, que estais no céu, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformai nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa palavra, curai nossas feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo. Que transformamos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por  Nosso Senhor  Jesus Cristo. Amém”. 

Quaresma e Campanha da Fraternidade: Tempo de Conversão

Quaresma e Campanha da Fraternidade: Tempo de Conversão

12:44 Add Comment

A Igreja sempre celebrou a quaresma. Os 40 dias que precedem a Páscoa são próprios para escuta da Palavra, oração,  jejum,   prática da caridade. A penitência se faz necessária. A mesma fortifica o corpo, o espírito e o psíquico. Se o pecado afeta a tríplice dimensão do ser humano, a graça fortalece, dignifica e santifica. A mortificação leva para a conversão, para a vida nova, a vida em Cristo. O coroamento da quaresma é a Páscoa. Todos são chamados para a ressurreição.

No Brasil, desde 1964 acontece Campanha da Fraternidade. Esta se realiza concomitantemente com a quaresma. Cada ano com tema e lema específicos, é um grande meio de evangelização que atinge todos os recantos do Brasil. Trata-se da maior campanha do mundo. A duração é de 40 dias. Seu espírito perpassa o ano e a vida toda. Com conscientização, vivência e gestos concretos o homem participa da evangelização  e testemunho de fraternidade.

A Campanha da Fraternidade de 2011 tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e como lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)”. Com ela, a Igreja e a sociedade refletem sobre a gravidade do aquecimento global, o uso racional das energias, o desenvolvimento econômico e social, a preservação da Amazônia, o agronegócio, a biodiversidade, a água e as mudanças climáticas. Objetiva-se, desta forma, motivar a participação de todos nas iniciativas que visem preservar a vida no planeta.

Recebemos um jardim. Infelizmente, não o cuidamos como deveria. Nele, as florestas são devastadas, as flores desaparecem, as águas terminam, a terra está contaminada, o ar não é mais o mesmo, o aquecimento global preocupa, o planeta está doente. O homem destruindo a natureza destrói-se a si mesmo.

Com a quaresma, a Campanha da Fraternidade, conjuntamente, visa conversão. Conversão como mudança no modo de viver, de produzir, de se desenvolver, de se alimentar, de reciclar o lixo, de cuidar da criação, enfim, significa sustentabilidade.

O povo de Deus é conclamado a participar e  a tomar consciência da importância de salvar o universo que o rodeia. Quando uma doença aparece todos se preocupam. O remédio para a saúde do planeta está nas mãos de todos. Estas, com consciência e participação, farão que, não só o homem como também o cosmos encontre o verdadeiro respiro para uma saúde perfeita.

Oxalá, ao celebrar a Páscoa, ser humano encontrem sorriso e alegria de viver. Comprometidos, tudo e todos, ressuscitamos com Cristo.

Dom Paulo De Conto

Bispo de Montenegro – RS

fonte: CNBB